Clubes paulistas sofrem com calendário desequilibrado e mal organizado 

Clubes paulistas calendário
Equipes como Corinthians e Ferroviária têm utilizado escalações mescladas entre titulares e reservas para encararem o calendário de jogos encavalados no calendário (Foto: Rebeca Reis/Ag.Paulistão)

No calendário mal organizado e desequilibrado do futebol feminino brasileiro, quem paga a maior conta são principais clubes paulistas.

Corinthians, Ferroviária, Palmeiras, Red Bull Bragantino e São Paulo sofrem com a sazonalidade com que os jogos acontecem em abundância em curtos períodos ou deixam de ocorrer por meses.

Esse ano, os clubes passaram por um longo período sem jogos até que a temporada iniciasse em março.

Sem dar explicação, A CBF postergou a divulgação e o começo de todas as competições nacionais por mais de dois meses.

Os clubes paulistas que estão no Brasileirão Feminino A1 ficaram quase quatro meses sem atuar.

Corinthians e São Paulo finalistas da Supercopa do Brasil, viveram essa realidade.

As Brabas ficaram de 20/11 à 09/03 fora de atividade, em um total de 111 dias inativas.

As Soberanas estiveram longe das competições de 10/11 à 07/03, somando 118 dias.

Ferroviária, Palmeiras e Red Bull Bragantino passaram por um período ainda maior sem jogar.

As três equipes estrearam na temporada no Brasileirão, no final de março.

As Guerreiras Grenás permaneceram sem jogar de 09/11 à 23/03, período em que foram eliminadas no Paulistão nas semifinais até estrearem no Nacional.

As Palestrinas não atuaram entre 20/11 e 23/03, mais de quatro meses sem uma partida oficial.

Realidade semelhante viveram as Bragantinas, sem jogar entre 10/11 e 22/03.

Jogos espremidos

Essa semana, o técnico do Corinthians, Luccas Picinato, se queixou sobre a falta de organização do calendário nacional.

“O calendário é muito ruim já faz muito tempo. Esse ano foi ainda pior, porque foi entregue atrasado, então a gente começou as competições em março, ficamos dois meses no começo do ano sem ter competição”, disse o treinador.

Piccinato fez a declaração em meio a uma nova sequência de jogos enfileirados em poucos dias, algo que já ocorreu entre março e junho deste ano.

Nesse período, os cinco clubes paulistas fizeram em média 6 jogos em março, 4 jogos em abril, 7 partidas em maio e 5 confrontos em junho.

Após essa sequência com poucos dias de descanso, o campeonato parou por 42 dias em virtude da Copa América Feminina, realizada no Equador.

A grande paralisação também foi alvo de críticas do técnico corintiano.

“Todo ano a gente tem a pausa para competições da Seleção Brasileira, que, obviamente, tem um peso gigantesco, mas a gente tem que começar a procurar caminhos e opções para podermos ter um calendário mais cheio durante a temporada inteira e não perder 45 dias como a gente perde todo ano”, queixou-se.

Após a grande pausa, os clubes paulistas voltaram a jogar em ritmo acelerado. 

Até o momento, as cinco equipes fizeram 4 partidas em 10 dias no mês de agosto.

Em setembro, o número de jogos também será grande, para uma nova parada ocorrer em outubro, em virtude da Libertadores Feminina, que contará com Corinthians, Ferroviária e São Paulo.

Os demais clubes, terão todo o mês de outubro sem atividade. 

A falta de diálogo entre Federação Paulista de Futebol, CBF e Conmebol tem causado problemas no planejamento dos times paulistas. 

“Ainda temos muito a evoluir no calendário”, conclui Piccinato.

Foto de Redação

Redação

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